A história da Gávea

A Gávea era chamada de “Região de Piraguá” pelos índios, uma referência a aldeia próxima a atual Lagoa Rodrigo de Freitas. A Pedra da Gávea era chamada de Metareconga (“cabeça enfeitada”). Mas com chegada dos portugueses eles resolveram rebatizá-la : sua forma parecida com a Gávea de um veleiro. E apesar da Pedra da Gávea ficar em São Conrado, foi nosso bairro que recebeu seu nome.
Na colonização portuguesa, o local se transformou no Engenho d”El Rey. Cultivava-se cana de açúcar. No século XXI, chegou o café. Uma das maiores fazendas era a Chácara do Morro Queimado, onde funciona o Parque da Cidade.

Na virada do século XX, os proprietários começaram a lotear as florestas e fazendas da Gávea. Com estes loteamentos, foram abertas ruas que formaram o bairro. O Caminho da Boa Vista (hoje Marques de São Vicente) era cheio de chácaras e palacetes como o do francês Grandjean de Montigny (atualmente, na PUC) e a  chácara de José Antônio Pimenta Bueno, o Marquês de São Vicente. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição começou a ser construída em 1852. Em 1871, foram introduzidos os bondes de tração animal e, logo depois, os elétricos. Em 1890, a Gávea tinha 4.720 habitantes.

O bairro operário

Mas com a virada do século o bairro começou a mudar. A industrialização chegou e, com ela, as fábricas que começaram a se instalar no bairro. A Fábrica de Tecidos São Félix, o Cotonifício da Gávea, a Sudantex, os Laboratórios Park-Davis, Moura Brasil e a Indústria Química Merrel do Brasil, entre outras. Em 1930, o bairro já somava 15.270 habitantes, sendo que 2.998 trabalhavam nas fábricas de tecidos. Com isso, surgiram as vilas operárias e, em 1942, o Parque Proletário da Gávea (atualmente no terreno da PUC).

Depois dos anos 60, a área começou a se valorizar e as indústrias, pouco a pouco, foram saindo do bairro. O Parque Proletário foi removido em 1970. A “era industrial” do bairro acabou por completo em 1988, quando fechou o Laboratório Merrell, na esquina de nossa rua, a Embaixador Carlos Taylor.

A criação do Túnel Dois Irmãos e da Auto-Estrada Lagoa-Barra também trouxeram transformações. Mas, apesar disso, o bairro reforça cada vez mais sua vocação residencial.

Este é apenas um pequeno resumo de nossa história. Aguardem os próximos capítulos.

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4 respostas em “A história da Gávea

  1. Fomos morar na Gávea em 1957, meu pai trabalhou no Cotonifício Gávea, depois Sudantex. Minha irmã mais velha no Laboratório Park Davis e eu no Merrel, num casarão na esquina da Rua Embaixador Carlos Taylor. Morava na vila operária, Rua Marques de São Vicente, 77 casa 1. Depois nos mudamos para a Praça Santos Dumont, 126, apt@404. Ficamos na Gávea até 1967, quando nos mudamos para o Meier. Frequentávamos a Paróquia de Nossa Senhora, íamos ao Jockey Club com meu avô e todos os domingos atravessávamos o Jardim Botânico, para ir à Rua Pacheco Leão, onde morava meus avós. Foi uma infância linda. Estudávamos no Manoel Cícero. Quantas lembranças boas. A minha Gávea querida….

    • Olá, Ivani!!
      Desculpe a intromissão, mas é que eu estudo na PUC-RIO e gravarei um documentário sobre a Vila dos Diretórios, antiga vila dos operários, junto ao meu grupo, para a disciplina de Cinema.
      Lendo o seu comentário, achei que seria muito interessante incluir um depoimento de alguém que tenha vivenciado a primórdia vila e contando também um pouco de como era aquele tempo. Se pudesse contribuir conosco, ficaria imensamente feliz!
      Agradeço a atenção e se lhe interessar, é só entrar em contato!
      Abraço!

      • Olá Isabela, acho muito legal seu projeto
        Entre em contato. Ivani Zecchinelli.

      • Nossa muito bom ler historias antigas eu sempre pesquiso pela internet fotos do Rio antigo e é muito bom ver fotos e compara-las com as dos dia de hoje fiquei feliz em saber que onde hoje eu moro Parque da cidade foi um dia fazenda de café se as vezes eu fico imaginando da qui a 100 anos essa geração atual não existe mais e outra existe no lugar é de parar e refletir.eu me chamo Agenaldo Alves morador do parque da cidade natural do maranhão quem quiser me add no face só pesquisar agenaldoalves imagino que a 100 anos atrás não existia face reflito sobre evolução do mundo

diz aí!

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